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Quanto vale a voz da experiência?

Por Carlos Faccina
Uma certeza que tenho, extraída dos anos de atividade profissional, é a que uma empresa se faz da combinação de experiência com o ímpeto e a energia de jovens talentos. O que observamos recentemente com certa apreensão é o movimento pendular que tende a priorizar dentro das organizações um pelotão extremamente jovem por razões diversas, mas a redução do custo da folha foi um importante fator recente a levar a essa decisão.
Em resposta às necessidades de encontrar soluções para atender aos níveis crescentes de concorrência e de competitividade, sem opções qualificadas e disponíveis para enfrentar esses desafios, os executivos já perceberam que precisam recorrer a muitos profissionais mais experientes e até aposentados.
Saudável constatação em benefício de todas as gerações.
Pensei neste post quando soube do falecimento do jornalista Joelmir Beting na madrugada desta quinta-feira (29), em São Paulo. Pensei o quanto perdemos quando uma voz tão importante como esta se cala. Ai sim percebemos como a experiência é importante e impossível de se restabelecer com o mesmo quilate.
Sua formação e capacidade única de transcrever as questões da economia (como dizia, “traduzindo o economês”) para o cotidiano do cidadão ajudaram muitas pessoas a compreender situações importante que envolviam suas vidas. Perdemos sim esse dom e isso nos faz muita falta. Talvez só aqui, neste momento de tristeza, percebemos o quanto esse conhecimento e esse caráter farão falta para o bem do Brasil.
Reproduzo aqui uma citação que encontrei em seu site (www.joelmirbeting.com.br):
“Se você acha caro contratar um profissional, confira os custos depois de contratar um amador.” 
Paul Neal “Red” Adair (1915 – 2004), especialista em controle de incêndios (22/11/2012)
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