Na imagem, temos um cadeirante segurando uma bola de basquete em primeiro plano. Ao fundo, o restante do time na quadra.

O esporte como ferramenta de inclusão

Por: Sidnei Silvestre

Já que os jogos olímpicos e paralímpicos estão às vésperas de seu início em Tókio, no Japão, vamos falar um pouco sobre estas atividades que produzem grandes heróis ou simplesmente motivam seres normais a levarem uma vida mais saudável e com mais qualidade.

Aspectos positivos do esporte são bastante conhecidos e dentre os vários benefícios temos: melhoria na atividade cardiovascular, ganhos de força, coordenação motora, agilidade e equilíbrio.

Além disso, a busca constante pela superação dos próprios limites é capaz de aumentar a autoestima e autoconfiança, tornando a pessoa mais segura, bem como propicia sensações de prazer e alegria.

Várias modalidades possibilitam adaptações e com isso pessoas com diversas deficiências conseguem praticá-las. Para estas pessoas os ganhos são ainda maiores, pois com o aumento da força, agilidade, equilíbrio e coordenação motora, muitos obstáculos da vida são ultrapassados de forma bem mais suave e confortável.

Não bastasse  tudo isto, o esporte é também uma poderosa ferramenta de inclusão social, visto que é uma grande porta de entrada para reabilitação e a possibilidade de mostrar para si mesmo e a sociedade inúmeros potenciais destes indivíduos que por muitas vezes são tidos como impossibilitados ou incapazes.

Seja de forma recreativa ou competitiva, existem atividades que podem ser praticadas de forma inclusiva , onde as pessoas com deficiência participam junto com quem não tem deficiência, usando apenas algumas adaptações.

Um exemplo são as corridas de rua onde deficientes visuais precisam apenas de um outro corredor como guia ao seu lado para orientar a direção e a existência de obstáculos. Jogos de tabuleiros com pequenas modificações permitem que as peças sejam fixadas nas casas dando a possibilidade de pessoas com deficiência motora ou visual tocarem nas peças sem derrubá-las e assim poderem jogar contra qualquer um.

As modalidades exclusivas colocam pessoas nas mesmas condições, desta forma permite que todos disputem em igualdade de condições. São os casos principalmente dos esportes coletivos como futebol de 5, goalball, bocha, etc.

Basquete em Cadeiras de Rodas, Atletismo e Natação começaram a ser praticados nos Estados Unidos e na Inglaterra e as primeiras competições oficiais com esportes adaptados sugiram apenas depois da segunda guerra mundial onde vários soldados voltavam para casa mutilados e os médicos encontraram nas disputas uma forma de amenizar estes impactos.

Desde 1960 os jogos Paralímpícos são disputados a cada quatro anos nos mesmos locais onde são realizadas as olimpíadas, usando a mesma estrutura montada para os atletas olímpicos, exceção feita para os anos de 1968 e 1972 (ano em que o Brasil teve a sua primeira participação) que por problemas de organização, tiveram que acontecer em cidades diferentes.

Em Tokio, além de 5 esportes experimentais, serão 22 modalidades em disputa por atletas com diversas deficiências, dos quais o Brasil estará representados em 14 delas, divididos em categorias funcionais de acordo com a limitação individual de cada atleta.

No site do Comitê Paralímpico Brasileiro, https://www.cpb.org.br/ podem ser encontradas mais informações sobre estes esportes adaptados.

Somente a título de curiosidade, mesmo com investimentos bem inferiores aos feitos aos esportes olímpicos, o desempenho no quadro de medalhas do time brasileiro nas paralimpíadas é extremamente superior ao das olimpíadas.

Muito além  da participação em um pódio, o mais importante e saber que o que ficará para a posteridade é o conhecimento adquirido que vale mais que bronze, prata ou ouro.

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