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Aprender a empreender

Por Carlos Faccina
Até 1990, um pouco antes, sinônimo de carreira era ficar de 20 a 30 anos crescendo numa grande empresa multinacional. Isso era o que os pais desejavam para os filhos. A abertura do mercado, a competição internacional, a redução drástica de pessoal (reengenharia, lembra?), as transformações provocadas pelas novas tecnologias reduziram os ciclos de mudança nas empresas e agitaram a vida para o bem e para o mal de todos aqueles que estavam empregados ou que desejavam um emprego.

O ponto de vista mudou.

Depois de 20 anos, muitos jovens não encontram nas grandes empresas sua única alternativa. Os vínculos também são mais frágeis. Mesmo nessas empresas, o jovem talento quer desafios e a menor sensação de marasmo o estimula a procurar novas alternativas.

O empreendedorismo também deixou de ser uma opção para os excluídos do mercado de empregos formais (quem se lembra do “Engenheiro que virou suco”?). Muitos jovens já deixam a faculdade buscando criar seu próprio negócio.

Tive acesso a uma recente pesquisa feita pela GEM, Global Entrepreneurship Monitor, que demonstrou que o crescimento do empreendedorismo no Brasil está nas mãos dos jovens. Segundo a pesquisa, 52,5% dos empreendedores têm entre 18 e 34 anos, sendo que 20,8% estão na faixa de 18 a 24 anos, enquanto 31,7% encontram-se entre 25 e 34 anos.

Contudo, empreender não deve ser encarado como uma aventura. Você pode aprender a empreender. A atitude empreendedora também deve ser planejada como a construção de sua carreira. Mesmo trabalhando com carteira assinada, o espírito empreendedor deve se revelar. E ali mesmo, na atual função dentro de uma grande empresa, você pode começar a construir seu ‘Plano B’.

Ampliar contatos profissionais, participar de associações e realizar cursos específicos são estratégias importantes para pavimentar um terreno do empreendedorismo (conheça o site do Sebrae). Você precisa ver se tem vocação para o desafio, que não é pequeno.

Vamos falar um pouco mais sobre este caminho no próximo post tratando de temas como a atitude empreendedora nas grandes empresas, os cursos disponíveis, o horror da tributação dos pequenos e micro empreendimentos, algumas iniciativas interessantes), mas gostaria de saber como você avalia a oportunidade do empreendedorismo e qual o caminho que seguiu.
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