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Você quer ser espectador ou protagonista?

Por Carlos Faccina
A vida contemporânea nos reserva mais o papel de espectador do que de protagonista. Por vária razões, somos mais objetos do que sujeitos da nossa própria história. Jamais esqueço das palavras de um colega, quando ao sobrevoar a cidade de São Paulo, vindo de Brasília, disse: “Vendo esse mundo lá embaixo, creio que é difícil colocar o pescoço para fora”.

Normalmente, as premências da vida nos impõem essa situação, principalmente as de ordem financeira. Para o cumprimento de nossa obrigações, deixamos no plano muitas vezes mais do que secundário nossas próprias ambições, ou sonhos, se preferir.

Como profissionais, essa realidade é ainda mais presente. Poucos são os gestores nas empresas que desenvolvem o papel de protagonista. A tradicional representação de pirâmide para o organograma das empresas já denota o estreitamento de oportunidades para protagonistas: poucos cabem no topo, ao passo que a base tem espaço para muitos espectadores.

Quem está no topo pode não ser o mais competente, tecnicamente falando, mas de alguma forma, em algum momento, demonstrou para os que detêm o poder de decisão que são homens de ação, assumem riscos, ou, politicamente, se fazem passar por tal.

Ser protagonista não é sinônimo de qualificação, saber ou formação. É um ato que transgride o comum, que foge ao corriqueiro. Não pode ser uma condição atribuída ao acaso.

Numa certa ocasião de crise, de situação difícil, em condição de problema aparentemente sem solução, de alguma forma, alguém protagoniza um ato de “bravura”, inesperado, mas que exige coragem para sair do simples ato de assistir ou deixar o bonde da história passar.

Ser protagonista não é só querer. Passa por um ato de mudança comportamental. É algo atrelado à personalidade, não é imutável, mas dificilmente é alterado. As mudanças comportamentais vêm de dentro para fora e existem ferramentas e orientação para tal.

Portanto, faça uma análise para definir o que quer. Se o seu espírito é para ser protagonista, defina sua estratégia para chegar lá (não aguarde que o RH te ofereça essa estratégia).

Se prefere ser espectador, não tem problema. O que não é salutar é ficar olhando para o alto e resmungando sobre as injustiças.
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