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Perfil de Aprendizagem do Treinametno Brasileiro



A 6a pesquisa do e-Learning Brasil procurou identificar características importantes do perfil de aprendizagem do treinando brasileiro. A pesquisa foi realizada durante o período de 15 de Julho e 10 de Agosto de 2001.

Ao todo foram disponibilizadas 22 questões relacionadas às preferências de aprendizagem de cada um dos participantes da pesquisa.


A preferência por atividades em grupo e trabalhos práticos

Uma das perguntas disponibilizadas na pesquisa questionou a preferência dos participantes por atividades em grupo durante as aulas. Os dados obtidos comprovaram a importância desta iniciativa para a grande maioria das pessoas. Para 82% dos participantes, este tipo de atividade é bastante interessante e deve ser aplicada com freqüência. Outros 16% afirmaram que gostam de participar, porém somente em determinadas circunstâncias, ou seja, com menos freqüência. Somente 2% dos participantes disseram não gostar de atividades em grupo.

Estes resultados deixam bem nítido o interesse do treinando brasileiro em interagir, colaborar e trocar experiências com seus colegas. Se avaliarmos este resultado considerando as tecnologias e as metodologias de e-Learning, veremos uma maior tendência de aceitabilidade por cursos síncronos, nos quais a interação entre alunos e instrutores ocorre em tempo real.

Você prefere que sejam utilizados recursos complementares como atividades em grupo e atividades práticas durante as aulas?

Fonte: e-Learning Brasil Pesquisa

 

Estes dados também valorizam as iniciativas de Aprendizagem Híbrida ou Blended Learning nas quais são utilizados vários meios de aprendizagem que se complementam, entre eles as aulas presenciais ou tradicionais, que permitem este tipo de interação. Assim é possível alinhar aos programas de aprendizagem a distância sessões para colaboração virtual (através de soluções tecnológicas síncronas) ou colaboração em sala de aula (através de aulas tradicionais ou encontros de integração).

Outra constatação interessante foi o grande interesse por trabalhos ou atividades manuais e práticos durante as aulas. Cerca de 75% dos participantes disseram gostar de realizar atividades que exijam trabalhos manuais, contra 25% que afirmaram não gostar. Mesmo com o avanço da tecnologia nos últimos anos, ainda não existe nenhuma solução viável que permita que um aluno desempenhe atividades manuais e específicas através de um computador. Recursos muito utilizados e que possuem o objetivo de substituir tais atividades são recursos de simulação, que permitem a execução virtual de atividades práticas. O nível de eficiência de tais recursos irá depender da natureza de cada atividade prática.


A importância dos recursos visuais durante a aprendizagem

Os resultados da pesquisa denotam claramente as preferências do treinando brasileiro por recursos de aprendizagem visuais. Dentre os recursos avaliados através da interpretação das respostas, verificou-se uma maior preferência por estes tipos de recursos.

Podemos afirmar esta preferência analisando os resultados da questão que perguntou aos visitantes do e-Learning Brasil se a melhor maneira para lembrar de algo é imaginando visualmente. Para 85% dos participantes a resposta é sim e esta é a melhor maneira. Somente 8% disseram que não e, portanto, acreditam na eficiência de outros meios para recordação. Outros 7% não souberam responder a esta pergunta.

A habilidade do treinando em compreender elementos gráficos foi avaliada na questão que indagou sobre a capacidade de interpretar mapas. Cerca de 73% afirmaram que têm facilidade para entender mapas e conseguem encontrar o que procuram com bastante freqüência. Para 23% esta tarefa não é tão simples e algumas vezes é possível encontrar o que procuram. Outros 4% disseram que raramente conseguem interpretar um mapa.

Você entende mapas e consegue encontrar o que procura através dos mesmos com facilidade?

Fonte: e-Learning Brasil Pesquisa

 

Além de procurar analisar a habilidade de compreender elementos gráficos, a pesquisa também perguntou sobre o interesse do treinando em criar e preparar tais elementos. Mais da metade dos participantes (55%) afirmou ter facilidade e gostar de criar e preparar gráficos e diagramas. Outra parcela (29%) afirmou gostar de tais atividades, porém as consideram difíceis. Para 10% estas atividades são de fácil execução, porém não despertam grande interesse. Somente 5% disseram ter dificuldades e não gostar destas atividades.

E qual a opinião do próprio treinando sobre a importância de tais elementos para a maior compreensão de um determinado assunto? Para 56% do público da pesquisa estes recursos permitem uma maior compreensão em determinadas circunstâncias. Para 42% tais recursos sempre ajudam para um melhor nível de entendimento e somente 2% acreditam que tais explicações visuais nunca são necessárias.

Em contrapartida aos resultados mencionados anteriormente, a preferência pela apresentação de informações no quadro negro (lousa) não se mostrou tão grande. Dentre os participantes, 50% afirmaram que algumas vezes consideram interessante tal iniciativa. Outros 27% disseram que freqüentemente gostam de obter informações através da suas inclusões em um quadro negro. Para 23% esta iniciativa raramente é interessante.

Estes resultados podem indicar que na verdade a preferência por elementos gráficos existe, porém em formatos visuais que agradem aos alunos, como transparências, slides PowerPoint e imagens. Neste aspecto um quadro negro realmente se torna uma ferramenta até certo ponto limitada. A eficiência deste recurso ainda depende muito da habilidade e da criatividade do professor em sala de aula. Ferramentas voltadas para o e-Learning síncrono também possuem este tipo de recurso em formato virtual, e neste caso a limitação técnica se mostra menor, porém a criatividade continua a ser fundamental.

Quando perguntado aos participantes se estes realizam anotações durante as aulas para posterior estudo, 66% disseram que sempre o fazem. Outros 26% afirmaram que realizam anotações algumas vezes e somente 8% responderam raramente. Estes dados evidenciam a preferência do treinando em ter informações ou anotações referenciais que lhe ajudem a compreender, através de leitura ou visualização, conceitos vistos em sala de aula.


A aprendizagem através da audição e dos recursos de áudio

A transmissão dos conhecimentos através de explicações orais, sejam elas presenciais ou virtuais, também são consideradas importantes pelos participantes da pesquisa. Quando perguntado se um assunto ou tema é melhor lembrado quando apresentado através de uma explicação verbal e tradicional de um professor, com a posterior discussão entre alunos, 54% disseram que sim e que sempre. Outros 41% disseram que sim e que somente em algumas vezes. Somente 5% afirmaram que raramente esta iniciativa gera tal resultado.

Você se recorda mais sobre um assunto quando ele lhe é transmitido através de uma apresentação tradicional de um professor, com explicações verbais e discussão entre os alunos?

Fonte: e-Learning Brasil Pesquisa

 

Estes resultados confirmam mais uma vez a importância da presença freqüente de um instrutor ou professor, e da interação do mesmo com seus alunos. Mais uma vez a troca de experiências e o aspecto de pessoalidade da relação aluno-professor se mostram importantes. No caso específico do e-Learning, é muito comum que cursos possuam recursos de áudio, porém é mais raro encontrar iniciativas que permitam a interação em tempo real entre professor e alunos.

Quando perguntado sobre a habilidade para diferenciar sons semelhantes, 62% afirmaram possuir esta habilidade. Outros 32% afirmaram que possuem alguma facilidade o que não chega a ser uma habilidade. Para 6% este tipo de diferenciação é bastante difícil. Mais uma vez a maioria dos participantes demonstrou não ter restrições a atividades que incluam recursos de áudio.

Analisando a utilização de recursos como fitas de áudio aplicadas em disciplinas acadêmicas, 55% do público participante afirmou que é possível, sob determinadas circunstâncias, aprender mais com estes recursos. Para 24% a aprendizagem se torna mais efetiva quase sempre, e outros 22% afirmaram que tais recursos não influenciam na melhoria da aprendizagem.

Uma questão que procurou confrontar a preferência entre ler e ouvir perguntou aos participantes de qual maneira é possível entender melhor uma notícia: através da leitura de um artigo a respeito ou ouvindo-a através do rádio? Para 45% do público, é possível entender mais lendo as informações. Para 26% é mais produtivo ouvir e 30% se mostraram indiferentes.

Por outro lado, quando perguntado sobre a preferência entre uma apresentação discursiva e a leitura de um artigo correspondente, mais de 60% se mostraram mais atraídos pela apresentação. Somente 19% afirmaram preferir a leitura e 21% disseram ser indiferentes. Isto denuncia a preferência mais uma vez pela interação com outras pessoas, o que sem dúvida é um fator importante de motivação para os alunos. Quando perguntado sobre o recurso de áudio através do rádio, o nível de interesse se mostrou inferior talvez em função da ausência de interação.

E como obter ou promover esta interação através do e-Learning? Através de soluções tecnológicas que possibilitem a interação síncrona, este processo se torna mais simples. Com a utilização de ferramentas assíncronas esta interação precisa ser buscada através de contato permanente entre alunos e professores seja através de e-mail e fóruns de discussão (nível baixo de interação), através de chat ou bate-papos (nível médio de interação) ou através de sessões ou encontros presenciais (nível alto de interação).

Quando falamos de informações instrucionais, percebe-se uma preferência maior por instruções escritas. Para 56% dos participantes só algumas vezes as instruções verbais ou orais são mais eficientes do que as escritas. Outros 32% acreditam que as instruções verbais são mais eficientes e 12% disseram que muito raramente abrem mão das instruções escritas.


A importância da repetição

A maioria do público (56%) que participou da pesquisa do e-Learning Brasil afirmou que freqüentemente aprende mais sobre um determinado assunto quando escreve sobre o mesmo por várias vezes. Para 31% do público isto ocorre algumas vezes, e somente 13% disseram que raramente aprendem mais com tal tipo de ação repetitiva.

Você aprende mais sobre um assunto quando escreve sobre o mesmo por várias vezes?

Fonte: e-Learning Brasil Pesquisa

 

Estes resultados constatam que além de oferecer as informações é importante permitir a prática por parte do aluno. O e-Learning possibilita que esta prática seja individual (através de simulações, animações e outros recursos eletrônicos) ou coletiva com a interação através de colaboração pela web em tempo real.

É sempre importante lembrar que através do e-Learning também é preciso oferecer meios para que o aluno aprenda praticando, afinal fazer é parte essencial da aprendizagem.

Outra questão que abordou a importância da repetição perguntou se é possível aprender mais facilmente a soletrar uma palavra repetindo-a várias vezes em voz alta do que escrevendo no papel. Os resultados mostraram bastante equilíbrio, com 45% afirmando que preferem praticar verbalmente. O restante (55%) disse preferir praticar escrevendo a palavra no papel de forma repetitiva.


Hábitos do treinando

Dentre todos os participantes, 62% afirmaram com honestidade que algumas vezes se distraem durantes as aulas mexendo com canetas, chaves e outros tipos de apetrechos. Outros 19% foram além e disseram que isto ocorre com relativa freqüência. O restante (19%) disse que isto nunca ocorre durante as aulas.

Quando perguntado sobre o hábito de mascar chicletes ou até mesmo comer e beber durante as aulas, 58% afirmaram que isto não é um hábito, pois muito raramente acontece. Outros 27% afirmaram que isto é algo que acontece algumas vezes. O restante do público (15%) afirmou que isto pode ser considerado um hábito, pois acontece com uma certa freqüência.

Para 60% dos participantes enigmas ou desafios são interessantes, sendo que 47% disseram ter facilidades para desvendá-los. Os outros 13% disseram gostar, porém sentem dificuldades. Uma parcela significante (30%) disse ter facilidade em tais atividades mas pouco interesse. O restante (9%) afirmou ter dificuldades e não gostar.

Além de demonstrar interesse pelas atividades em grupo e valorizar a interação com seus colegas de aula, os participantes da pesquisa também se mostraram confortáveis com o fato de terem contato físico (aperto de mãos, abraços, etc.) com seus colegas. Para 45% do público este sentimento de conforto existe na maioria das vezes. Para 34% este sentimento de conforto existe sempre. Para 19% somente algumas vezes, e 2% disseram que nunca se sentem confortáveis com este tipo de contato.

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