6-Padronizacao-de-conteudos-para-e-Learning-p2002

Padronização de Conteúdos para o e-Learning



Na pesquisa realizada pelo portal e-Learning Brasil em Julho de 2002 procuramos identificar o grau de conhecimento da Comunidade sobre os padrões de conteúdo e os principais obstáculos enfrentados devido à falta de compatibilidade entre plataformas e conteúdos.



 


A primeira análise tratou de identificar a freqüência em que o tema compatibilidade é tratado em projetos de e-Learning. Segundo os resultados da pesquisa, em 35% dos casos este assunto foi discutido ou considerado para a definição de um sistema LMS. Outros 17% afirmaram que este é um assunto a ser tratado no momento da definição de um sistema, e 7% disseram que quando o projeto foi implementado a questão compatibilidade não foi tratada. O restante optou por perguntar o que é um LMS.

Um LMS (Learning Management System) é um sistema (software) de gestão do processo de aprendizagem. Isto inclui não só os cursos oferecidos através da Internet (cursos on-line) mas também os cursos ofertados através de modelos tradicionais (salas de aula, conferências, etc.). Trata-se portanto de um sistema que permite a centralização de todo o processo administrativo do e-Learning (cadastro de usuários, cursos, alocação de recursos, etc.).

Quanto à dificuldade de implementação de um sistema de e-Learning em suas organizações, 23% dos participantes afirmaram que a incompatibilidade de padrões é um obstáculo para a implementação do projeto. Outros 23% afirmam que estão estudando bastante este assunto para não encontrar surpresas no futuro em termos de incompatibilidade. Para 4% dos entrevistados a incompatibilidade não foi uma questão discutida, porém acreditam que terão problemas no futuro e 11% das pessoas disseram que o sistema de e-Learning foi implementado sem levar em consideração esta questão e acreditam que não enfrentarão problemas no futuro. O restante optou por não se pronunciar a respeito.

A pergunta sobre eventuais problemas ou questionamentos devido à incompatibilidade mostrou que 42% dos participantes ainda não dispõem de nenhum sistema de e-Learning implementado. Os demais participantes se dividiram com um certo equilíbrio. Para 26% dos participantes, alguns problemas ou questionamentos deste tipo já ocorreram. Para outros 32% esta situação nunca ocorreu.

E como solucionar os problemas gerados a partir da incompatibilidade entre conteúdos e plataformas? A solução adotada varia muito: 17% optaram por adequar o conteúdo a um novo padrão, 2% adquiriram outro sistema (LMS) e passaram por nova implementação e 17% resolveram estabelecer uma norma a ser seguida pelos fornecedores de conteúdo. Outros 22% ainda estão definindo a solução que irão adotar.

Muitos podem perguntar, porque a questão incompatibilidade é tão importante?. Projetos pequenos podem não trazer à tona questões relacionadas à compatibilidade, mas em projetos de médio e grande porte, este assunto merece uma atenção especial. Imagine desenvolver algumas dezenas de cursos e por algum motivo descobrir que será necessário mudar de plataforma tecnológica e migrar todos eles para o novo sistema. Se não houver a compatibilidade entre plataformas tecnológicas e conteúdos, será necessário reconstruir os cursos.

Para a maioria dos entrevistados (62%) a unificação dos padrões é uma iniciativa muito importante e apenas 4% afirmam que este esforço é desnecessário. Para 34% das pessoas, ainda é difícil responder esta pergunta.

 

Para tentar descobrir um pouco mais sobre os padrões, perguntou-se sobre o SCORM, um dos mais comentados padrões para o e-Learning. Muitos (54%) ainda não conhecem o SCORM, um padrão de gerenciamento de conteúdo desenvolvido pelo Departamento de Defesa americano. Outros 31% dos entrevistados conhecem superficialmente o SCORM e 15% afirmaram dominar este assunto.


E qual o grau de interesse que este assunto desperta nas pessoas? A grande maioria (94%) mostrou-se interessada pelo modelo de padronização SCORM: 45% dos respondentes gostariam de se aprofundar no assunto e 49% disse que gostaria de saber um pouco mais sobre o tema. Uma parcela de 6% afirmou não ter interesse pelo assunto.

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