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Mulheres líderes na empresa, homens, em casa

Por Carlos Faccina

Em novos papéis, homens e mulheres mostram seus talentos para o que até então era considerado área exclusiva de gênero. As aptidões das mulheres estão em alta para exercer cargos de comando nas empresas; os homens mostram gestão pragmática e bem-sucedida para as demandas da casa.

Considerando as devidas exceções, percebo uma tendência em identificar no perfil de atuação profissional das mulheres um maior alinhamento com as demandas para comando de equipes competitivas nas organizações.

Considerando que a qualificação não é um problema, já que elas sempre demonstram um grande esforço dedicado na fase de formação, destacam-se algumas aptidões que os homens não têm aplicado com a mesma desenvoltura. Elas dão um passo à frente porque:

1.Entendem de gente. Mães ou não, seu instinto é de justiça, de integração e conciliação. Valorizam a ética;
2.Mulheres dão atenção especial ao lado humano do desempenho. Não basta ter resultado a qualquer custo – sentimentos e emoções são levados em conta;
3.Na mesma linha, buscam resguardar a vida particular e familiar. Procuram ter esse olhar junto aos membros de sua equipe;
4.Mulheres respondem bem lidando com demandas díspares e considerando, sob pressão, os vários pontos que compõem a cadeia. As decisões podem demorar um pouco mais, mas são mais completas e abrangentes;
5.Têm a intuição aguçada, o que ajuda a ver além dos relatórios.
Os homens já começaram a armar sua tenda em casa e, muita vezes levados pelo home office, praticam a dupla jornada administrando a casa e a vida dos filhos enquanto esposas superam os desafios corporativos. 

Destacam-se porque:

1.Tratam a gestão domiciliar com pragmatismo. A adoção de sistemas formais e avaliação de desempenho organizam a rotina familiar. A empregada doméstica e babás são mais exigidas;
2.Há busca pela eficiência do uso do tempo escasso para todos, com divisão clara de responsabilidades, o que gera um desconforto inicial pela rigidez do processo, mas a clareza dos limites para todos dá segurança de que tudo acontecerá dentro dos prazos;
3.O espaço para sentimentalismo diminui em favor do bem maior que é a organização da casa e o bem-estar de todos;
4.Tarefas da casa transformam-se em metas qualitativas e quantitativas, com resultados mensuráveis. Limpeza da casa, compras de alimentos, roupas limpas, manutenção, lição de casa, tudo tem agenda e programação estabelecida. Notas escolares, redução de despesas e infraestrutura da casa são indicadores de performance;
5.A qualidade de vida e a possibilidade de estar mais próximo da família são os prêmios para esse novo modelo de gestão.
Dando o devido desconto para os exageros, homens e mulheres não se definem rigidamente por esses limites estabelecidos, mas demonstram que podem se apoiar em suas características mais próprias para transitar livremente e sem obstáculos de preconceitos em ambientes que até então eram colocados distantes.

Você concorda com essa nova tendência? Reconhece esses novos homens e mulheres?
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